A água que está debaixo da terra é um bem público. Por isso, quem tem um poço precisa da autorização do órgão responsável para usar essa água, mesmo dentro da própria propriedade. Em Minas Gerais, esse órgão é o IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas).
Muita gente só descobre isso na hora de vender o imóvel, de pedir uma licença ou um financiamento rural. Entender o caminho evita multas e dor de cabeça.
As três etapas da regularização
- Autorização de perfuração: é pedida antes de abrir um poço tubular novo. Sem ela, o poço já nasce irregular.
- Outorga de direito de uso: a autorização para usar a água do poço, com a vazão, o tempo de bombeamento e a finalidade definidos. Ela tem prazo de validade e precisa ser renovada.
- Cadastro de uso insignificante: para quem consome pouca água, o cadastro substitui a outorga.
O que é uso insignificante
É o poço de pequeno consumo, dispensado de outorga mas obrigado ao cadastro no IGAM. Pela Deliberação Normativa CERH-MG nº 76/2022, o limite geral é de 10 mil litros por dia. Para poço tubular na zona rural, perfurado com autorização e fora de área de restrição, o limite pode chegar a 14 mil litros por dia.
Essas regras podem mudar, e cada caso tem detalhes (a localização, a finalidade, a data da perfuração). Por isso vale conferir o enquadramento com quem conhece o processo antes de decidir.
Quais estudos costumam ser pedidos
- o perfil construtivo do poço (profundidade, revestimento e filtros);
- o teste de vazão, que mede quanta água o poço fornece com segurança;
- a análise da água, para conhecer a qualidade dela;
- os documentos do imóvel e do proprietário e a localização do poço.
E se o meu poço é antigo?
Na maioria dos casos, dá para regularizar. O caminho começa pela avaliação do poço: se ele está bem construído e protegido, quais estudos faltam e em que tipo de processo ele se encaixa. Depois, os estudos são feitos e o pedido é protocolado no sistema do IGAM.
Por que vale a pena
- evita multas e outras penalidades;
- garante o direito de uso da água;
- facilita a venda do imóvel, o licenciamento de atividades e o acesso a crédito rural;
- ajuda o estado a conhecer e proteger os aquíferos, de onde vem a água de todos.
A Essencial cuida da documentação do poço novo, desde antes da perfuração, e da regularização de poços antigos, com o apoio de profissionais habilitados. Se tiver dúvida sobre o seu caso, fale com a equipe.