Todo ano, quando as chuvas param, a cena se repete no campo e nas chácaras: o córrego que abastecia a propriedade baixa, a cisterna seca, o poço raso começa a puxar ar e o caminhão-pipa vira rotina. É nessa época que a procura por poço artesiano mais cresce, e quem deixa para resolver na hora do aperto encontra agenda cheia e espera longa.
Por que a procura aumenta na seca
No Triângulo Mineiro e no Alto Paranaíba, o período seco costuma ir de maio a setembro. Nesses meses, as fontes que dependem diretamente da chuva são as primeiras a sentir: córregos, represas, cisternas e poços rasos. O poço tubular profundo capta água de aquíferos mais protegidos, que costumam variar menos ao longo do ano.
A seca não é o único motivo. Também puxam a procura:
- os condomínios de chácaras e os loteamentos sem rede pública de água;
- a irrigação, a criação de animais e o uso na agroindústria;
- empresas que querem uma reserva própria ou reduzir a conta de água;
- quem já passou por falta de água e não quer passar de novo.
O que acontece quando todo mundo procura ao mesmo tempo
Na corrida da seca, a agenda das perfuradoras enche. E a perfuração não começa no dia seguinte ao pedido: antes, vem a visita técnica, o estudo do local e a autorização de perfuração no IGAM, que tem o seu próprio tempo. Enquanto isso, a propriedade depende de soluções caras e provisórias, como o caminhão-pipa.
Como se planejar
- Comece na época das chuvas. A visita, o estudo e a documentação podem ser feitos com calma, e a obra entra na agenda antes da corrida.
- Faça as contas do consumo. Quantas pessoas, animais, área irrigada, piscina, uso na empresa. É isso que define o poço, a bomba e se o caso é de cadastro de uso insignificante ou de outorga no IGAM.
- Escolha o ponto certo. O estudo da geologia e dos poços da região ajuda a escolher o local e a estimar a profundidade. No Triângulo, os poços costumam captar água em camadas de arenito e em rochas fraturadas, como o basalto. Quanto de água o poço vai dar só se confirma na perfuração e no teste de vazão.
- Contrate quem faz o poço completo. Responsável técnico, revestimento e filtros adequados ao terreno, laje de proteção sanitária, teste de vazão e análise da água. Poço mal feito pode puxar areia, perder água ou contaminar o aquífero.
- Cuide do poço que você já tem. A seca é o teste do poço. Revisar a bomba e medir o nível da água antes do período seco evita a bomba trabalhando a seco e a falta de água no pior momento.
Poço não é solução mágica
A água subterrânea também precisa de cuidado. Poços demais em uma mesma área, bombeamento acima do que o aquífero repõe e poços abandonados sem lacre prejudicam todos os vizinhos. É por isso que existe a regularização no IGAM: ela define quanto cada poço pode retirar e ajuda a proteger a água de todos.
A Essencial faz o estudo do local, a documentação, a perfuração e a manutenção de poços em Uberlândia, no Triângulo Mineiro e no Alto Paranaíba. Se a última seca apertou, o melhor momento para começar é antes da próxima. Fale com a equipe.